Vem , pode vim. Deita sua cabeça em minhas pernas e deixa eu acariciar seu cabelo até você dormir.
“Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti — as noites eu velei chorando,
Por ti — nos sonhos morrerei sorrindo!”
Por ti — as noites eu velei chorando,
Por ti — nos sonhos morrerei sorrindo!”
| — | Soneto do Anjo
Meus oito anos.
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais! Como são belos os dias Do despontar da existência! - Respira a alma inocência Como perfumes a flor; O mar - é lago sereno, O céu - um manto azulado, O mundo - um sonho dourado, A vida - um hino d’amor! Que aurora, que sol, que vida, Que noites de melodia Naquela doce alegria, Naquele ingênuo folgar! O céu bordado d’estrelas, A terra de aromas cheia As ondas beijando a areia E a lua beijando o mar! (…)
Casimiro de Abreu.
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Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta.
Poema é composição
mesmo da coisa vivida. Um poema é o que se arruma, dentro da desarrumada vida.
João Cabral de Melo Neto
Virava pra lá e pra cá na cama. Estava impaciente… Até me sentei no escuro. Pensei: Não era uma posição o que eu procurava. Era você.
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